- Capítulo 1 ------ O Show
- Capítulo 2 ------ Algumas Palavras
- Capítulo 3 ------ Aproximação
- Capítulo 4 ------ Lar da Decadência
- Capítulo 5 ------ Alexandre
- Capítulo 6 ------ Morte, mudanças, Nascimento
- Capítulo 7 - Big Bang
- Capítulo 8 - Senhor e Rainha
__________________________________________________________
Observação importante:
Nessa página contém APENAS 6 CAPITULOS, existem mais capitulos de clicarem em "postagens antigas" ou em algum link aqui do indice.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Inauguração e Capitulo 1
Bem-Vindos,
Essa é a primeira vez que crio um blog pra postar uma história, veremos como vai ficar *-*
O tema da historia é VAMPIROS
O nome é uma referencia a uma musica de uma banda chamada BAUHAUS, e agradecimentos especiais por me ajudar com o nome ao PATH
Agradeço também ao MARCUS e ao meu namorado NOSMAN por terem me ajudado com eventuais erros de português
E vamos ao inicio:
Introdução
"Não tenha medo minha querida
Você já conhece nosso mundo exatamente como ele é
Não tem porque fugir
Vamos...
Continue o que comecei."
Isso foi o que ELE me disse antes de partir. Meu mestre, meu tutor, meu melhor amigo.
O que ele era? Do que estava falando?
É, eu sei que isso tudo está completamente confuso para quem ler, a verdade é que eu não sei como começar uma história, e para ser sincera eu só comecei essa história porque eu estou entediada, como sempre estive. No meu velho rádio está tocando uma das minhas músicas favoritas, "She's in Parties" do Bauhaus, às vezes sinto que essa música me quer dizer algo...
Mas chega desse monólogo chato, quero lhes contar minha história, e não lhes mostrar o quanto estou entediada.
Capítulo 1 - O Show
[17/08/1982]
Era um sábado de inverno tipicamente britânico, eu estava vestindo coturnos que afundavam na camada de neve que começa a derreter naquela noite, meu sobretudo preto me aquecia ate meus tornozelos, minha calça jeans colada ao corpo e minha blusa de mangas longas roxa me davam um estilo totalmente diferente do que as pessoas eram acostumadas a verem em seu dia a dia. Era tarde da noite, estava voltando de um dos melhores shows da minha vida, BAUHAUS, a sensação era de uma alegria estranha, diferente do que já havia sentido antes, aquela performance, aquelas músicas, elas tocavam meu coração de um modo totalmente diferente do que qualquer outra coisa no mundo. Enquanto delirava e lembrava de cada momento do show, lembrei-me do frio que estava sentido quando meu cabelo longo e vermelho tocou na minha nuca, resolvi andar mais rápido, iria congelar se continuasse naquele ritmo. Quando faltavam apenas 2 quarteirões para chegar a minha casa ouvi uma voz.
- Anne...
Esse era meu nome, alguém estava o chamando, olhei pelos lados e nada vi. Acreditei ser apenas um delírio e tornei a andar. Entrei em meu pequeno apartamento quando notei que havia algo errado, alguém tinha entrado lá! Mas como? A porta estava perfeita trancada!
Corri para o meu quarto, foi quando me deparei com uma imagem assustadora e encantadora ao mesmo tempo, era um homem de cabelos longos e pretos, fitei-o com meus olhos verdes, ele estava lendo algo, reparei no que vestia, apenas botas, calça jeans e uma blusa de manga longa preta, uma pessoa normal não agüentaria o frio com essas roupas.
- "...E sua respiração lentamente parava, até não a ouvir mais...". ERA UM DE MEUS POEMAS!
Ele levantou a cabeça e olhou para mim, e então eu vi seus olhos, eram cinza claros, quase brancos, e sua pele... era tão branca quanto a neve que caia lá fora.
- É uma descrição da morte muito interessante, principalmente para quem nunca a experimentou. Sua voz era grossa, porem suave a se ouvir, se notava pelo seu sotaque que não teria aprendido suas primeiras palavras a menos de 100 anos.Eu não acreditava, eu estava de frente de algo que eu sempre quis encontrar na minha vida.
- Quem é você? Perguntei, queria ter certeza de que estava correta.
- Quem sou? Você mesma já descobriu por si só minha cara Anne. Ele respondeu a mim com um sorriso sombrio em sua fase, ao mesmo tempo que um sorriso queria se estampar em meu rosto, meu coração batia rápido, assustado. Ele se levantou e se aproximou de mim, eu dei um ou dois passos para trás, ele viu que eu estava em uma confusão de sentimentos entre felicidade e medo.
- Muito prazer, eu sou Refson, mas me chamam apenas de Refi. Ele pegou a minha mão cuidadosamente e a beijou, mas seus olhos não desviavam nem se quer por um momento dos meus.
- E como você sabe meu nome? Como me conhece? Agora eu estava confiante, o olhava também fixamente nos olhos.
- Seus pensamentos. Cruzamos certa vez na rua, e eu ouvi seus pensamentos, desde então venho a seguindo, você é uma mulher interessante. Não teme a morte, e a vê como forma de poesia, não pensa igual, não age igual a maioria, e é assim apenas por raiva do que passou.
Me assustei com a breve descrição que foi feita de mim, era exata, e apenas uma pessoa que me conhecesse muito bem saberia de tudo isso. - Está amanhecendo...estou indo. - Ele disse e se dirigiu a porta, quando voltei a mim, olhei na sala e ele já havia partido.
Estava em um estado estranho, felicidade, confusão, medo, desejo...sim, definitivamente, Refson era um VAMPIRO.
Essa é a primeira vez que crio um blog pra postar uma história, veremos como vai ficar *-*
O tema da historia é VAMPIROS
O nome é uma referencia a uma musica de uma banda chamada BAUHAUS, e agradecimentos especiais por me ajudar com o nome ao PATH
Agradeço também ao MARCUS e ao meu namorado NOSMAN por terem me ajudado com eventuais erros de português
E vamos ao inicio:
Introdução
"Não tenha medo minha querida
Você já conhece nosso mundo exatamente como ele é
Não tem porque fugir
Vamos...
Continue o que comecei."
Isso foi o que ELE me disse antes de partir. Meu mestre, meu tutor, meu melhor amigo.
O que ele era? Do que estava falando?
É, eu sei que isso tudo está completamente confuso para quem ler, a verdade é que eu não sei como começar uma história, e para ser sincera eu só comecei essa história porque eu estou entediada, como sempre estive. No meu velho rádio está tocando uma das minhas músicas favoritas, "She's in Parties" do Bauhaus, às vezes sinto que essa música me quer dizer algo...
Mas chega desse monólogo chato, quero lhes contar minha história, e não lhes mostrar o quanto estou entediada.
Capítulo 1 - O Show
[17/08/1982]
Era um sábado de inverno tipicamente britânico, eu estava vestindo coturnos que afundavam na camada de neve que começa a derreter naquela noite, meu sobretudo preto me aquecia ate meus tornozelos, minha calça jeans colada ao corpo e minha blusa de mangas longas roxa me davam um estilo totalmente diferente do que as pessoas eram acostumadas a verem em seu dia a dia. Era tarde da noite, estava voltando de um dos melhores shows da minha vida, BAUHAUS, a sensação era de uma alegria estranha, diferente do que já havia sentido antes, aquela performance, aquelas músicas, elas tocavam meu coração de um modo totalmente diferente do que qualquer outra coisa no mundo. Enquanto delirava e lembrava de cada momento do show, lembrei-me do frio que estava sentido quando meu cabelo longo e vermelho tocou na minha nuca, resolvi andar mais rápido, iria congelar se continuasse naquele ritmo. Quando faltavam apenas 2 quarteirões para chegar a minha casa ouvi uma voz.
- Anne...
Esse era meu nome, alguém estava o chamando, olhei pelos lados e nada vi. Acreditei ser apenas um delírio e tornei a andar. Entrei em meu pequeno apartamento quando notei que havia algo errado, alguém tinha entrado lá! Mas como? A porta estava perfeita trancada!
Corri para o meu quarto, foi quando me deparei com uma imagem assustadora e encantadora ao mesmo tempo, era um homem de cabelos longos e pretos, fitei-o com meus olhos verdes, ele estava lendo algo, reparei no que vestia, apenas botas, calça jeans e uma blusa de manga longa preta, uma pessoa normal não agüentaria o frio com essas roupas.
- "...E sua respiração lentamente parava, até não a ouvir mais...". ERA UM DE MEUS POEMAS!
Ele levantou a cabeça e olhou para mim, e então eu vi seus olhos, eram cinza claros, quase brancos, e sua pele... era tão branca quanto a neve que caia lá fora.
- É uma descrição da morte muito interessante, principalmente para quem nunca a experimentou. Sua voz era grossa, porem suave a se ouvir, se notava pelo seu sotaque que não teria aprendido suas primeiras palavras a menos de 100 anos.Eu não acreditava, eu estava de frente de algo que eu sempre quis encontrar na minha vida.
- Quem é você? Perguntei, queria ter certeza de que estava correta.
- Quem sou? Você mesma já descobriu por si só minha cara Anne. Ele respondeu a mim com um sorriso sombrio em sua fase, ao mesmo tempo que um sorriso queria se estampar em meu rosto, meu coração batia rápido, assustado. Ele se levantou e se aproximou de mim, eu dei um ou dois passos para trás, ele viu que eu estava em uma confusão de sentimentos entre felicidade e medo.
- Muito prazer, eu sou Refson, mas me chamam apenas de Refi. Ele pegou a minha mão cuidadosamente e a beijou, mas seus olhos não desviavam nem se quer por um momento dos meus.
- E como você sabe meu nome? Como me conhece? Agora eu estava confiante, o olhava também fixamente nos olhos.
- Seus pensamentos. Cruzamos certa vez na rua, e eu ouvi seus pensamentos, desde então venho a seguindo, você é uma mulher interessante. Não teme a morte, e a vê como forma de poesia, não pensa igual, não age igual a maioria, e é assim apenas por raiva do que passou.
Me assustei com a breve descrição que foi feita de mim, era exata, e apenas uma pessoa que me conhecesse muito bem saberia de tudo isso. - Está amanhecendo...estou indo. - Ele disse e se dirigiu a porta, quando voltei a mim, olhei na sala e ele já havia partido.
Estava em um estado estranho, felicidade, confusão, medo, desejo...sim, definitivamente, Refson era um VAMPIRO.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Capitulo 2
Obrigado a todos que leram ao capitulo 1 ;)
No ar: capitulo 2
Capítulo 2 - Algumas Palavras
Finalmente chegamos ao segundo capitulo dessa historia, e eu resolvi dedicar esse capítulo para algumas palavras e considerações da minha parte, pelo menos enquanto penso em qual episódio da minha vida eu conto no próximo capitulo.
Estava relendo o capítulo anterior e comecei a imaginar: quem ler vai achar que eu sou realmente DOIDA, ou estranha ou até mesmo problemática, bom, na realidade, eu sou os três. Quando eu tinha 17 anos humanos, estava terminando o colégio, devido aos temas de minhas redações escolares, os meus pais tiveram que ser contados, mas eles nunca nem se quer se importaram comigo, então a escola conseguiu uma ordem na justiça que me obrigou a fazer 3 longos anos de terapia...Diagnostico? Depressão Crônica com tendências psicopatas.
Por longos 3 anos ouvi uma completa estranha me dizendo o que eu era, me fazendo falar o que sentia, e cada vez que ela tentava diminuiu a obsessão que sempre tive pela morte...ela simplesmente aumentava.
E quanto aos meus pais? Bom, eles desistiram de mim quando eu tinha apenas 14 anos humanos, quando por acidente leram o meu pequeno caderno, as vezes chamado de "diário", eles se espantaram com o tamanho de pensamentos sombrios e bizarros que estavam lá, tentaram me mudar por 1 ano e de nada adiantou, e então eles simplesmente desistiram.
E por muito tempo fui completamente sozinha no mundo. No colégio me iludi 1 ou 2 vezes por meninos que me faziam promessas que jamais cumpriram, óbvio, tudo o que eles queriam era apenas o meu corpo, seios grandes, quadril largo, pernas consideravelmente grossas, realmente, eram isso que os meninos sempre querem, e eu infelizmente os tenho. Quem me dera, não queria ser assim, se eu tivesse um corpo comum as pessoas viriam atrás de mim querendo saber sobre meus PENSAMENTOS e não sobre meu corpo, mas talvez fosse melhor assim, afinal, meus pensamentos só servem para afastar as pessoas de mim.
O ÚNICO que conheci e que se interessou pelo que pensava, e que se aproximou de mim por causa deles foi REFSON, ele sim, era o tipo que eu chamaria de HOMEM e não menino, por muito tempos passamos a noite juntos conversando sobre nossos pensamentos, sobre a vida humana, sobre a "vida" vampirica, Refi me encantava, seus olhos beirando o branco me hipnotizavam, e eu sentia que pra ele eu poderia contar tudo que sempre tive medo de contar aos outro, e ele sempre olhava fixamente nos meus olhos enquanto conversamos, e nem mesmo por um momento seu olhar se desviava...
É, agora paro pra pensar, todos devem estar curiosos como que aconteceu toda essa amizade entre eu e ele, e está decidido, é isso que irei escrever no próximo capítulo!
No ar: capitulo 2
Capítulo 2 - Algumas Palavras
Finalmente chegamos ao segundo capitulo dessa historia, e eu resolvi dedicar esse capítulo para algumas palavras e considerações da minha parte, pelo menos enquanto penso em qual episódio da minha vida eu conto no próximo capitulo.
Estava relendo o capítulo anterior e comecei a imaginar: quem ler vai achar que eu sou realmente DOIDA, ou estranha ou até mesmo problemática, bom, na realidade, eu sou os três. Quando eu tinha 17 anos humanos, estava terminando o colégio, devido aos temas de minhas redações escolares, os meus pais tiveram que ser contados, mas eles nunca nem se quer se importaram comigo, então a escola conseguiu uma ordem na justiça que me obrigou a fazer 3 longos anos de terapia...Diagnostico? Depressão Crônica com tendências psicopatas.
Por longos 3 anos ouvi uma completa estranha me dizendo o que eu era, me fazendo falar o que sentia, e cada vez que ela tentava diminuiu a obsessão que sempre tive pela morte...ela simplesmente aumentava.
E quanto aos meus pais? Bom, eles desistiram de mim quando eu tinha apenas 14 anos humanos, quando por acidente leram o meu pequeno caderno, as vezes chamado de "diário", eles se espantaram com o tamanho de pensamentos sombrios e bizarros que estavam lá, tentaram me mudar por 1 ano e de nada adiantou, e então eles simplesmente desistiram.
E por muito tempo fui completamente sozinha no mundo. No colégio me iludi 1 ou 2 vezes por meninos que me faziam promessas que jamais cumpriram, óbvio, tudo o que eles queriam era apenas o meu corpo, seios grandes, quadril largo, pernas consideravelmente grossas, realmente, eram isso que os meninos sempre querem, e eu infelizmente os tenho. Quem me dera, não queria ser assim, se eu tivesse um corpo comum as pessoas viriam atrás de mim querendo saber sobre meus PENSAMENTOS e não sobre meu corpo, mas talvez fosse melhor assim, afinal, meus pensamentos só servem para afastar as pessoas de mim.
O ÚNICO que conheci e que se interessou pelo que pensava, e que se aproximou de mim por causa deles foi REFSON, ele sim, era o tipo que eu chamaria de HOMEM e não menino, por muito tempos passamos a noite juntos conversando sobre nossos pensamentos, sobre a vida humana, sobre a "vida" vampirica, Refi me encantava, seus olhos beirando o branco me hipnotizavam, e eu sentia que pra ele eu poderia contar tudo que sempre tive medo de contar aos outro, e ele sempre olhava fixamente nos meus olhos enquanto conversamos, e nem mesmo por um momento seu olhar se desviava...
É, agora paro pra pensar, todos devem estar curiosos como que aconteceu toda essa amizade entre eu e ele, e está decidido, é isso que irei escrever no próximo capítulo!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Sobre a data das postagens e Capitulo 3
Para quem for reparar nas datas dos posts irá ver que as datas não estão corretas, e não estão mesmo, não é um bug! É apenas a forma que eu encontrei para deixar os posts na ordem certa em relação aos capitulos.
E obrigada novamente a quem está lendo *-*
Capítulo 3 - Aproximação
[18/08/1982]
E então minha vida estava voltando ao normal, o que foi a ilusão do incrível show que fui no dia passado tinha se acabado, mas uma única coisa estava encravada na minha cabeça, REFSON, afinal, por que ele me procurou? Ele estava interessado em algo que tinha? Ou estava apenas brincando?
Certamente, mesmo quando humano, ele deveria ser um rapaz muito bonito... Quem o transformou? Por que o transformou? Eram tantas duvidas na minha cabeça, eu queria encontrá-lo de novo, lhe perguntar todas essas coisas. Já era noite, eu estava voltando da minha última sessão de terapia e estava sentindo um alívio por isso ter finalmente acabado, dava passos pequenos, estava torcendo para encontrar Refi, queria vê-lo novamente e fazer a eles minhas inúmeras dúvidas, embora acreditasse que ele devia ter muito mais o que fazer do que simplesmente parar e conversar sobre os segredos dos vampiros para uma reles humana. Por um momento dei um sorriso irônico, rindo da minha própria condição.
- Anne, minha cara, ele é um VAMPIRO, jamais vai perder tempo com você, certamente, ele quer apenas o teu sangue. Falei para mim mesma em voz alta. Continuei em direção ao meu apartamento dando meus passos que cada vez pareciam pesar mais por causa da neve, faltando dois quarteirões para chegar à minha casa, me lembrei que ali foi o primeiro sinal que Refi havia mandando para mim, e torcia para novamente acontecer, mas nada aconteceu. Continuei caminhando, até que cheguei a meu apartamento, entrei nele cuidadosamente, analisei-o cuidadosamente, queria alguma pista de que Refi estava lá, mas nada encontrei, fiquei desapontada, queria ver Refi, acreditava mesmo que ele estaria lá, mas não estava...Troquei minhas roupas e fui deitar na minha cama, quando avistei em cima do meu travesseiro um pequeno bilhete, analisei-o por alguns segundos, ele era escrito por com uma letra perfeita, todas as curvas perfeitamente desenhadas, as letras espaçadas de forma uniforme, nunca havia visto alguém com uma escrita tão bonita, então tive certeza, aquele pequeno bilhete pertencia a Refson:
Minha querida Anne,
Peço-lhe perdão por não poder estar ai com você está noite.
Passei rapidamente apenas para lhe deixar esse bilhete, gostaria de vê-la amanhã a noite.
Espero-lhe as 22hr na praça próxima a sua casa.
Refi.
Como mágica, um enorme sorriso surgiu em minha cara. Eu não sabia por que, mas Refi queria me ver, queria que eu fosse a seu encontro.
As 22hr era um horário bem típico para um vampiro, era escuro e não tinha quase ninguém na rua devido ao frio, exceto por alguns bêbados que viravam as noites em bares. Deitei e dormi ansiando para o meu encontro com Refson.
[19/08/1982]
E então chegou a hora de encontrar REFSON, eu esperei absolutamente o dia todo para poder encontrá-lo. Peguei meu sobretudo e fui até a praça para encontrá-lo, não era muito longe dali, apenas um quarteirão.
Andava lentamente, estava muito frio, a neve no chão estava densa pois a pouco tinha nevado, mas a minha força de vontade era mais forte que isso, queria vê-lo!
Caminhando lentamente por cerca de 15 minutos cheguei no lugar, analisei a praça inteira e nada vi, sentei-me em um banco para aguardar.
- Que bom que veio minha querida. Ouvi alguém sussurrando isso no meu ouvido, sabia que era ele.
- Refi! Que bom que veio, tenho tantas perguntas... E então eu simplesmente perdi as palavras quando notei que ele me olhava nos fundos dos meus olhos.
- Perguntas? Sim, lhe responderei todas, estou aqui para ouvir-te. Em seu rosto havia um sorriso simpático, e quando ele falava, reparava em seus dentes, queria encontrar suas presas.
- Por que eu? O que eu tenho que te atraiu até mim? Perguntei a ele, quando eu comecei a me sentir confortável com seus olhos fixos aos meus.
- Simplesmente, porque você é diferente, pensa diferente, age diferente, não se encontrar mulheres como você nos dias de hoje. Ele me respondeu e eu me senti levemente corada com essa resposta.
- Mas o que você quer de mim? Definitivamente, eu estava confortável com a presença dele, não sei se era algum feitiço ou o que era, mas me sentia bem ao lado dele.
- Quero conhecer você melhor, posso ler seus pensamentos, mas não posso entende-la, em todos os meus 500 anos de vida, nunca conheci alguém como você. A expressão de seu rosto mudou quando ele disse isso, ficou pensativa, e eu gostaria de saber o que ele estava pensando.
- Me conhecer? Você pretende... me transformar em uma de vocês? Tomei toda a coragem que tinha e fiz essa pergunta, e com todas as minhas forças escondi a felicidade que sentia so de pensar nessa possibilidade.
- Não... você não merece essa maldição, é torturante, é triste e solitária, venha comigo, eu lhe mostrarei porque. E então ele começou a andar, sua expressão tinha mudado completamente e eu podia sentir um ar de tristeza, e eu apenas o segui mesmo querendo fazer inúmeras outras perguntas.
E obrigada novamente a quem está lendo *-*
Capítulo 3 - Aproximação
[18/08/1982]
E então minha vida estava voltando ao normal, o que foi a ilusão do incrível show que fui no dia passado tinha se acabado, mas uma única coisa estava encravada na minha cabeça, REFSON, afinal, por que ele me procurou? Ele estava interessado em algo que tinha? Ou estava apenas brincando?
Certamente, mesmo quando humano, ele deveria ser um rapaz muito bonito... Quem o transformou? Por que o transformou? Eram tantas duvidas na minha cabeça, eu queria encontrá-lo de novo, lhe perguntar todas essas coisas. Já era noite, eu estava voltando da minha última sessão de terapia e estava sentindo um alívio por isso ter finalmente acabado, dava passos pequenos, estava torcendo para encontrar Refi, queria vê-lo novamente e fazer a eles minhas inúmeras dúvidas, embora acreditasse que ele devia ter muito mais o que fazer do que simplesmente parar e conversar sobre os segredos dos vampiros para uma reles humana. Por um momento dei um sorriso irônico, rindo da minha própria condição.
- Anne, minha cara, ele é um VAMPIRO, jamais vai perder tempo com você, certamente, ele quer apenas o teu sangue. Falei para mim mesma em voz alta. Continuei em direção ao meu apartamento dando meus passos que cada vez pareciam pesar mais por causa da neve, faltando dois quarteirões para chegar à minha casa, me lembrei que ali foi o primeiro sinal que Refi havia mandando para mim, e torcia para novamente acontecer, mas nada aconteceu. Continuei caminhando, até que cheguei a meu apartamento, entrei nele cuidadosamente, analisei-o cuidadosamente, queria alguma pista de que Refi estava lá, mas nada encontrei, fiquei desapontada, queria ver Refi, acreditava mesmo que ele estaria lá, mas não estava...Troquei minhas roupas e fui deitar na minha cama, quando avistei em cima do meu travesseiro um pequeno bilhete, analisei-o por alguns segundos, ele era escrito por com uma letra perfeita, todas as curvas perfeitamente desenhadas, as letras espaçadas de forma uniforme, nunca havia visto alguém com uma escrita tão bonita, então tive certeza, aquele pequeno bilhete pertencia a Refson:
Minha querida Anne,
Peço-lhe perdão por não poder estar ai com você está noite.
Passei rapidamente apenas para lhe deixar esse bilhete, gostaria de vê-la amanhã a noite.
Espero-lhe as 22hr na praça próxima a sua casa.
Refi.
Como mágica, um enorme sorriso surgiu em minha cara. Eu não sabia por que, mas Refi queria me ver, queria que eu fosse a seu encontro.
As 22hr era um horário bem típico para um vampiro, era escuro e não tinha quase ninguém na rua devido ao frio, exceto por alguns bêbados que viravam as noites em bares. Deitei e dormi ansiando para o meu encontro com Refson.
[19/08/1982]
E então chegou a hora de encontrar REFSON, eu esperei absolutamente o dia todo para poder encontrá-lo. Peguei meu sobretudo e fui até a praça para encontrá-lo, não era muito longe dali, apenas um quarteirão.
Andava lentamente, estava muito frio, a neve no chão estava densa pois a pouco tinha nevado, mas a minha força de vontade era mais forte que isso, queria vê-lo!
Caminhando lentamente por cerca de 15 minutos cheguei no lugar, analisei a praça inteira e nada vi, sentei-me em um banco para aguardar.
- Que bom que veio minha querida. Ouvi alguém sussurrando isso no meu ouvido, sabia que era ele.
- Refi! Que bom que veio, tenho tantas perguntas... E então eu simplesmente perdi as palavras quando notei que ele me olhava nos fundos dos meus olhos.
- Perguntas? Sim, lhe responderei todas, estou aqui para ouvir-te. Em seu rosto havia um sorriso simpático, e quando ele falava, reparava em seus dentes, queria encontrar suas presas.
- Por que eu? O que eu tenho que te atraiu até mim? Perguntei a ele, quando eu comecei a me sentir confortável com seus olhos fixos aos meus.
- Simplesmente, porque você é diferente, pensa diferente, age diferente, não se encontrar mulheres como você nos dias de hoje. Ele me respondeu e eu me senti levemente corada com essa resposta.
- Mas o que você quer de mim? Definitivamente, eu estava confortável com a presença dele, não sei se era algum feitiço ou o que era, mas me sentia bem ao lado dele.
- Quero conhecer você melhor, posso ler seus pensamentos, mas não posso entende-la, em todos os meus 500 anos de vida, nunca conheci alguém como você. A expressão de seu rosto mudou quando ele disse isso, ficou pensativa, e eu gostaria de saber o que ele estava pensando.
- Me conhecer? Você pretende... me transformar em uma de vocês? Tomei toda a coragem que tinha e fiz essa pergunta, e com todas as minhas forças escondi a felicidade que sentia so de pensar nessa possibilidade.
- Não... você não merece essa maldição, é torturante, é triste e solitária, venha comigo, eu lhe mostrarei porque. E então ele começou a andar, sua expressão tinha mudado completamente e eu podia sentir um ar de tristeza, e eu apenas o segui mesmo querendo fazer inúmeras outras perguntas.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Dilema e Capítulo 4
No último capítulo, recebi um comentário de alguém pedindo pra mim advinhar quem era, eu realmente não consegui isso, passei horas analisando a forma de escrita da pessoa e NADA, sempre me remetia a mais de uma pessoa, e agora a curiosidade está GRANDE DEMAIS, se a pessoa puder se indetificar, eu agradeço XD
JURO que tentei!!!
Capítulo 4 - Lar da decadência
Depois de cerca de uma hora caminhando por ruas e becos de Londres, chegamos a um beco sem saída, com uma porta no fundo quase imperceptível.
- Que lugar é esse? Com um pouco de receio perguntei.
- É o lar da decadência. Refson me respondeu frio, abrindo aquela porta no final do beco. Dentro da porta existia uma enorme escada que parecia levar ao mais profundo subsolo de Londres, Refson me deu espaço como se pedisse pra mim entrar na frente - Aqui é o lugar que seres como eu moram, nesse lugar sujo, se escondendo do sol, se escondendo das nossas próprias presas. - Refson disse e eu podia sentir o repudio em sua voz. Descemos as escadas, notei que o local se parecia com um mausoléu, com buracos na parede e caixões neles, não havia ninguém apesar de parecer um lugar habitado por muitas pessoas, ou melhor, vampiros.
- O que é aqui? Embora eu tenha entendido o que era aquele local, queria entender porque tinha sido levada para lá.
- Em 400 anos, eu venho construindo esse local para ser um local de descanso e paz de vampiros, um local em que se pudessem encontrar outros da mesma espécie, mas de tempos para cá, esse lugar tem se tornado apenas o lar de vampiros decadentes, cansados da própria eternidade e cansados de sua própria vida, eles vem para cá, caçam durante a noite, e voltam para cá, e por muitas vezes ouço desejos de suicídio vindo dos pensamentos deles. É realmente difícil ver tudo o que você construiu sendo destruído pelo TÉDIO. Eu ouvi todas aquelas palavras impressionada com o que ouvia, nunca imaginei que um vampiro tivesse esse tipo de problema, ou de pensamento, mas ainda não entendia porque estava lá.
- Te trouxe aqui, porque preciso da sua ajuda, por séculos busquei um humano que pudesse me ajudar, mas nunca encontrei alguém que pudesse confiar, agora você, em você eu posso confiar, porque assim como eu, você não confia em humanos. O sorriso simpático costumeiro voltou à face de Refson, me senti honrada por um vampiro desejar a minha ajuda, mas pra que? As duvidas que fossem respondidas acabavam por criando outras duvidas.
- E como posso ajudá-lo? Perguntei, ainda analisando o local, que parecia cada vez mais se tornar um lugar incomodo para se morar.
- Aqui, escondido, a registros de antigos vampiros, se ainda estiverem vivos devem possuir mais de mil anos, e esses registros falam sobre vampiros que podiam caminhar sobre o sol, se isso fosse possível, acredito que todos esses vampiros decadentes abandonariam o tédio, certamente, eu acredito nisso... Refson parecia realmente empolgado com o que me contava, mas ao mesmo tempo, parecia triste, talvez por não ter conseguido descobrir.
- Será que eu posso ver esses registros? Perguntei, não só por curiosidade, mas também para poder saber em que o ajudaria.
- Está escrito em uma linguagem antiga, talvez você não entenda. Refson parecia animado pelo meu interesse.
- Estudei muitas linguagens antigas, talvez entenda sim. Nesse momento, um sorriso surgiu na fase de Refson, e eu finalmente vi suas presas, e logo ele disfarçou seu sorriso. Ele me levou ao lugar em que os tais registros estavam, era um lugar ainda mais abaixo de onde estávamos, e ainda mais escuro. Chegando lá avistei escrituras na parede, por alguns momentos as analisei tentando entende-las. - Parece algum tipo de feitiço, mas está faltando um pedaço. - Falei, ainda analisando as escrituras.
- Sim, falta um enorme pedaço, e era esse o objetivo dos antigos, apenas vampiros realmente determinados conseguiriam essa habilidade, e sim, é um feitiço, ou talvez algo mais que um feitiço. Refson disse, também analisando as escrituras.
- Eu conheço um lugar, uma biblioteca, especializada em livros sobre escrituras antigas, amanhã durante o dia, irei lá, pesquisar sobre um possível local para o resto dessas escrituras. Disse animada para Refson, que mais uma vez mostrou o mesmo sorriso, ele estava empolgado com tudo isso. Após analisarmos mais um pouco aquelas escrituras, Refson me acompanhou de volta para casa, deitei-me em minha cama assim que cheguei em casa, estava ansiosa e animada, eu era uma humana aliada de um vampiro de 400 anos!
JURO que tentei!!!
Capítulo 4 - Lar da decadência
Depois de cerca de uma hora caminhando por ruas e becos de Londres, chegamos a um beco sem saída, com uma porta no fundo quase imperceptível.
- Que lugar é esse? Com um pouco de receio perguntei.
- É o lar da decadência. Refson me respondeu frio, abrindo aquela porta no final do beco. Dentro da porta existia uma enorme escada que parecia levar ao mais profundo subsolo de Londres, Refson me deu espaço como se pedisse pra mim entrar na frente - Aqui é o lugar que seres como eu moram, nesse lugar sujo, se escondendo do sol, se escondendo das nossas próprias presas. - Refson disse e eu podia sentir o repudio em sua voz. Descemos as escadas, notei que o local se parecia com um mausoléu, com buracos na parede e caixões neles, não havia ninguém apesar de parecer um lugar habitado por muitas pessoas, ou melhor, vampiros.
- O que é aqui? Embora eu tenha entendido o que era aquele local, queria entender porque tinha sido levada para lá.
- Em 400 anos, eu venho construindo esse local para ser um local de descanso e paz de vampiros, um local em que se pudessem encontrar outros da mesma espécie, mas de tempos para cá, esse lugar tem se tornado apenas o lar de vampiros decadentes, cansados da própria eternidade e cansados de sua própria vida, eles vem para cá, caçam durante a noite, e voltam para cá, e por muitas vezes ouço desejos de suicídio vindo dos pensamentos deles. É realmente difícil ver tudo o que você construiu sendo destruído pelo TÉDIO. Eu ouvi todas aquelas palavras impressionada com o que ouvia, nunca imaginei que um vampiro tivesse esse tipo de problema, ou de pensamento, mas ainda não entendia porque estava lá.
- Te trouxe aqui, porque preciso da sua ajuda, por séculos busquei um humano que pudesse me ajudar, mas nunca encontrei alguém que pudesse confiar, agora você, em você eu posso confiar, porque assim como eu, você não confia em humanos. O sorriso simpático costumeiro voltou à face de Refson, me senti honrada por um vampiro desejar a minha ajuda, mas pra que? As duvidas que fossem respondidas acabavam por criando outras duvidas.
- E como posso ajudá-lo? Perguntei, ainda analisando o local, que parecia cada vez mais se tornar um lugar incomodo para se morar.
- Aqui, escondido, a registros de antigos vampiros, se ainda estiverem vivos devem possuir mais de mil anos, e esses registros falam sobre vampiros que podiam caminhar sobre o sol, se isso fosse possível, acredito que todos esses vampiros decadentes abandonariam o tédio, certamente, eu acredito nisso... Refson parecia realmente empolgado com o que me contava, mas ao mesmo tempo, parecia triste, talvez por não ter conseguido descobrir.
- Será que eu posso ver esses registros? Perguntei, não só por curiosidade, mas também para poder saber em que o ajudaria.
- Está escrito em uma linguagem antiga, talvez você não entenda. Refson parecia animado pelo meu interesse.
- Estudei muitas linguagens antigas, talvez entenda sim. Nesse momento, um sorriso surgiu na fase de Refson, e eu finalmente vi suas presas, e logo ele disfarçou seu sorriso. Ele me levou ao lugar em que os tais registros estavam, era um lugar ainda mais abaixo de onde estávamos, e ainda mais escuro. Chegando lá avistei escrituras na parede, por alguns momentos as analisei tentando entende-las. - Parece algum tipo de feitiço, mas está faltando um pedaço. - Falei, ainda analisando as escrituras.
- Sim, falta um enorme pedaço, e era esse o objetivo dos antigos, apenas vampiros realmente determinados conseguiriam essa habilidade, e sim, é um feitiço, ou talvez algo mais que um feitiço. Refson disse, também analisando as escrituras.
- Eu conheço um lugar, uma biblioteca, especializada em livros sobre escrituras antigas, amanhã durante o dia, irei lá, pesquisar sobre um possível local para o resto dessas escrituras. Disse animada para Refson, que mais uma vez mostrou o mesmo sorriso, ele estava empolgado com tudo isso. Após analisarmos mais um pouco aquelas escrituras, Refson me acompanhou de volta para casa, deitei-me em minha cama assim que cheguei em casa, estava ansiosa e animada, eu era uma humana aliada de um vampiro de 400 anos!
domingo, 3 de janeiro de 2010
Pedido de desculpas e Capítulo 5
Peço desculpas a todos que esperaram por esse capítulo por tanto tempo, e que agora as apresentações serão deixadas de lado e a história irá engrenar, portanto, estou formando os capítulo ficarem corretos para todos fazerem sentido.
E ai vai o Capitulo 5!!
E eu so peço para QUEM LER, COMENTAR, pois isso ajuda na populariedade do blog!
Obrigada.
Capítulo 5 - Alexandre
[20/08/1982]
No dia seguinte acordei animada, queria logo que as horas de aulas acabassem para poder ir à biblioteca buscar os livros que falei a Refson. Eu na verdade não sabia por que tanto queria ajudá-lo, de nada me acrescentaria, mas Refson me fascinava, eu queria poder estar sempre com ele, e talvez fosse isso que me fizesse ajudá-lo, mesmo eu não compreendendo essa fascinação.
Era finzinho de tarde quando minhas aulas acabaram, e eu de imediato fui à biblioteca buscar os livros, como já sabia aonde os livros que podiam ajudar estariam, não demorei mais de uma hora para escolhê-los, peguei quatro livros, entre eles livros de fotográficas e de história antiga, e então os levei para casa.
Ao chegar em casa, já era noite, e eu tinha quase certeza que logo Refi apareceria. Sentei-me a mesa e comecei a analisar livro por livro, imagem por imagem, em busca de informações, fiz isso durante 5 horas, já era 1 hora da manhã quando eu senti que alguém, provavelmente Refi, havia entrado em minha casa, corri para o meu quarto, ao chegar lá me deparei com uma figura diferente da que esperava, era um rapaz de cabelos curtos e loiros e seu olhos que me fitava eram azuis como o céu aberto de inverno, vestia apenas um sobretudo preto, fechado, uma calça de couro e botas masculinas, me assustei com a figura a minha frente, embora bela, era desconhecida.
- Você deve ser Anne da qual Refi fala. Prazer, sou Alexandre. Então ele se aproximou e beijou minha mão, como num ato cortês de apresentação, e eu tinha certeza, ele também era um vampiro.
- Por que Refson não veio? E por que você veio? Sentia falta de Refi, ali, me olhando, embora Alexandre me olhasse de forma diferente, também confortadora, ele me olhava carinhosamente, como se me acolhesse.
- Refi tinha razão, você adora perguntar. - Ele deu uma risada de canto de boca - Refson hoje precisou ajudar um de nossos membros em outro local, vim porque queria te conhecer, e Refi me disse que talvez precisasse de ajuda. Definitivamente, Alexandre me olhava diferente, e me confortava aquele olhar, logo comecei a sentir que podia confiar nele.
- Na verdade de ajuda eu não preciso, mas descobri coisas e queria contar a ele, veja. - Levei-o até aonde tinha deixado os livros. - Nesse livro de fotografia tem imagens exatamente iguais, como se completassem, ás que Refi me mostrou, fica no subsolo de Roma, e nesse outro livro, conta que foram encontrados registros de uma doença em que as pessoas acordavam de manhã quase sem sangue em seus corpos, me parece algo como um ataque de um vampiro. Mostrei tudo que descobri, e Alexandre observava atentamente, parecia também estar interessado no tal feitiço.
- Então está decidido, iremos a Roma atrás dessas escrituras, e então vamos conseguir realizar o sonho de Refson. Assustava-me essa obediência dele para com Refi, e eu queria fazer a ele mais perguntas, mas o olhar dele para mim, só me fazia ficar paralisada e com um pouco de vergonha.
- Por que você obedece tanto ao Refi? Pelo menos é o que me parece. Com um pouco de coragem que juntei, lhe fiz essa pergunta.
- Porque Refson é meu mestre. E então ele deu um sorriso de como quem está orgulhoso, ele realmente gostava da idéia de Refi ser seu mestre, ou seja, quem o criou. - Não acha que devemos dar mais uma analisada antes de partimos para Roma? - Disse Alexandre analisando um dos livros, e isso fizemos pelo resto da noite, analisamos os livros para conseguir informações sobre o feitiço que era o sonho de Refi. No fim da noite, Alexandre se foi, mas de maneira alguma saia o modo em que ele me olhava.
E ai vai o Capitulo 5!!
E eu so peço para QUEM LER, COMENTAR, pois isso ajuda na populariedade do blog!
Obrigada.
Capítulo 5 - Alexandre
[20/08/1982]
No dia seguinte acordei animada, queria logo que as horas de aulas acabassem para poder ir à biblioteca buscar os livros que falei a Refson. Eu na verdade não sabia por que tanto queria ajudá-lo, de nada me acrescentaria, mas Refson me fascinava, eu queria poder estar sempre com ele, e talvez fosse isso que me fizesse ajudá-lo, mesmo eu não compreendendo essa fascinação.
Era finzinho de tarde quando minhas aulas acabaram, e eu de imediato fui à biblioteca buscar os livros, como já sabia aonde os livros que podiam ajudar estariam, não demorei mais de uma hora para escolhê-los, peguei quatro livros, entre eles livros de fotográficas e de história antiga, e então os levei para casa.
Ao chegar em casa, já era noite, e eu tinha quase certeza que logo Refi apareceria. Sentei-me a mesa e comecei a analisar livro por livro, imagem por imagem, em busca de informações, fiz isso durante 5 horas, já era 1 hora da manhã quando eu senti que alguém, provavelmente Refi, havia entrado em minha casa, corri para o meu quarto, ao chegar lá me deparei com uma figura diferente da que esperava, era um rapaz de cabelos curtos e loiros e seu olhos que me fitava eram azuis como o céu aberto de inverno, vestia apenas um sobretudo preto, fechado, uma calça de couro e botas masculinas, me assustei com a figura a minha frente, embora bela, era desconhecida.
- Você deve ser Anne da qual Refi fala. Prazer, sou Alexandre. Então ele se aproximou e beijou minha mão, como num ato cortês de apresentação, e eu tinha certeza, ele também era um vampiro.
- Por que Refson não veio? E por que você veio? Sentia falta de Refi, ali, me olhando, embora Alexandre me olhasse de forma diferente, também confortadora, ele me olhava carinhosamente, como se me acolhesse.
- Refi tinha razão, você adora perguntar. - Ele deu uma risada de canto de boca - Refson hoje precisou ajudar um de nossos membros em outro local, vim porque queria te conhecer, e Refi me disse que talvez precisasse de ajuda. Definitivamente, Alexandre me olhava diferente, e me confortava aquele olhar, logo comecei a sentir que podia confiar nele.
- Na verdade de ajuda eu não preciso, mas descobri coisas e queria contar a ele, veja. - Levei-o até aonde tinha deixado os livros. - Nesse livro de fotografia tem imagens exatamente iguais, como se completassem, ás que Refi me mostrou, fica no subsolo de Roma, e nesse outro livro, conta que foram encontrados registros de uma doença em que as pessoas acordavam de manhã quase sem sangue em seus corpos, me parece algo como um ataque de um vampiro. Mostrei tudo que descobri, e Alexandre observava atentamente, parecia também estar interessado no tal feitiço.
- Então está decidido, iremos a Roma atrás dessas escrituras, e então vamos conseguir realizar o sonho de Refson. Assustava-me essa obediência dele para com Refi, e eu queria fazer a ele mais perguntas, mas o olhar dele para mim, só me fazia ficar paralisada e com um pouco de vergonha.
- Por que você obedece tanto ao Refi? Pelo menos é o que me parece. Com um pouco de coragem que juntei, lhe fiz essa pergunta.
- Porque Refson é meu mestre. E então ele deu um sorriso de como quem está orgulhoso, ele realmente gostava da idéia de Refi ser seu mestre, ou seja, quem o criou. - Não acha que devemos dar mais uma analisada antes de partimos para Roma? - Disse Alexandre analisando um dos livros, e isso fizemos pelo resto da noite, analisamos os livros para conseguir informações sobre o feitiço que era o sonho de Refi. No fim da noite, Alexandre se foi, mas de maneira alguma saia o modo em que ele me olhava.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Pedido de desculpas², respostas e Capítulo 6
Bom, primeiramente eu quero pedir desculpas pela longa demora parar postar esse capítulo, tive problemas de bloqueio criativo, simplesmente não consegui escrever NADA.
Mas ta ai agora!
E aproveitando esse espaço, vou responder algumas duvidas/criticas sobre a história que meu amigo Cazé fez por comentário no capitulo anterior:
O fato de a Anne ter tanto conhecimento dos vampiros, é porque ela faz parte de uma religião chamada “Vampirysmo”, essa religião realmente existe, obviamente não tem ligação com os vampiros da ficção como os dessa história, a história original seria sobre isso, mas eu não posso escrever muito sobre isso, é regra da religião (eu faço parte dela) e já tivesse muitos problemas no passado por falar “mais do que devia”, então nessa história a religião será citada em breve, mas será totalmente distorcida da original.
E quantos aos livros que Anne encontrou na biblioteca, as escrituras não são escrituras DE VAMPIROS ou DE FEITIÇOS, numa linguagem só deles, é uma escritura como qualquer outra encontrada em construções milenares, como nas ruínas dos castelos imperiais da China, nas pirâmides do Egito, nas ruínas das Grécia, etc.. Hoje em dia muitas dessas escrituras foram desvendadas no que queriam dizer, mas muitas delas não foram interpretadas.
A decisão de viajar ao encontro de respostas estava premeditada já, mas o foco da história não é a viagem ou o feitiço, e sim o que acontece DURANTE, em outras palavras, a viagem e tudo mais é apenas pretexto para o resto acontecer.
Capítulo 6 - Morte, mudanças, Nascimento
[21/08/1982]
Era começo de noite, eu estava sentada no parapeito da janela do meu quarto, observando as luzes da cidade que começavam a acender, pensava em Refson, em Alexandre, e pensava na viagem que se aproximava, nunca havia saído do país, embora fosse fluente em muitas línguas, meu tédio sempre me fazia isso, me fazia estudar diversas coisas que talvez eu nunca fosse usar na vida.
- Pensando sobre nossa viagem? Ouvi a voz dele, Refson, senti uma felicidade por ele ter vindo está noite, não que eu não tivesse gostado de Alexandre, mas Refson eu conhecia melhor e por algum motivo queria que ele viesse me encontrar todas as noites.
- Não só na viagem, mas sim em tudo, em toda essa reviravolta incrível na minha vida de repente. Virei-me e vi Refson ali, sentado na minha cama, era incrível a habilidade de movimento dele, e ele conseguia entrar em minha casa sem que ao menos notasse.
- Entendo, até mesmo para mim isso tudo está sendo excitante, há muito tempo não fazia algo tão diferente da qual estou acostumado, e Alexandre também parece empolgado, ele não para de falar de você. Refson fala em um tom como se quisesse rir, e eu fiquei levemente surpresa ao ouvir que Alexandre falava de mim.
- Gostei de conhecer Alexandre, por um momento cheguei a acreditar que você era o único que vivia naquele esconderijo, mas agora sei que tem mais. Eu não queria que nosso assunto acabasse por virar o Alexandre, apesar da minha enorme curiosidade sobre porque Refson havia por torná-lo um vampiro.
- Existem mais do que você pode imaginar, muito mais. Refson voltou ao seu tom normal ao falar isso. - E você está curiosa pela história de Alexandre, certo? - Por um momento me assustei apos ele falar isso, mas logo me lembrei de sua capacidade de ler mentes.
- Não consigo esconder nada de você, não é? Falei um tanto quanto decepcionada comigo mesmo. - Sim estou, mas não tenho certeza se você me contaria. Respondi a ele, não o conhecia o suficiente para saber se ele me revelaria a história de sua vida ou não, afinal eu acreditava que vampiros não gostavam de trocar conhecimentos com humanos.
- Alexandre era um rapaz de 21 anos, havia se casado com apenas 19 com uma moça de sua idade, um ano após seu casamento ele descobriu que sua mulher estava grávida, provavelmente ambos devem ter ficado muito feliz com a notícia, mas apenas um mês depois sua mulher perdeu o bebê, e após algumas analises eles descobriram que ela não poderia ter filhos, e mesmo que engravidasse, perderia o bebê, e então uma noite quando Alexandre voltava do trabalho, ele encontrou sua esposa morta, ela havia se suicidado, acredito eu, por decepção consigo mesmo, depois disso Alexandre fico desamparado, passou 1 semana sem voltar para casa, foi quando eu o encontrei em um pequeno beco de Berlim, totalmente desamparado e sem saber o que fazer, ao me ver ele me implorou para matá-lo, só que eu sabia que se eu o transformasse tudo poderia mudar, foi quando o Alexandre que você conheceu ontem nasceu. Refi me contou toda a história como se fosse um livro, ao ouvir essa história eu senti uma pequena vontade de chorar.
- Que história triste... Eu senti um ar diferente vindo de Alexandre, mas não imaginaria que era esse o motivo. Com toda certeza, depois dessa historia, minha voz devia levar um ar de melancolia.
- Sim, e até ontem, Alexandre nunca havia se relacionado novamente com mais ninguém, apenas comigo, acredito que seja por isso que ele se empolgou tanto ao falar com você. Refson estava pensativo, ele parecia confuso ao falar sobre Alexandre. - Amanhã, será ele que virá, ele me implorou para vir hoje mais eu queria vê-la também, ele disse que tem algo importante e particular para falar com você, ele tem uma habilidade incrível que consegue bloquear a minha leitura de pensamentos, então não consigo nem se quer imaginar o que ele quer falar com você, mas irei respeitar. Assustei-me um pouco ao saber que Refson desconhecia tanto assim Alexandre, afinal, ele não podia ler seus pensamentos.
- Diga a ele que estarei esperando, estou muito curiosa para saber o que é, acabei de conhecê-lo, não sei o que ele poderia desejar de mim. Estava assustada, o ar que Refi estava emitindo era estranho.
- Direi, agora preciso ir, irei analisar mais um pouco as escrituras, em breve nos veremos de novo. E então Refson partiu da mesma forma que chegou, sem eu nem notar, certamente essa seria uma noite que eu não conseguiria dormir, pensando no que Alexandre tinha para falar comigo.
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E para quem se interessar, Anne tem um orkut agora, usem-o para perguntar coisas a respeito da própia Anne ou até mesmo da história =)
Mas ta ai agora!
E aproveitando esse espaço, vou responder algumas duvidas/criticas sobre a história que meu amigo Cazé fez por comentário no capitulo anterior:
O fato de a Anne ter tanto conhecimento dos vampiros, é porque ela faz parte de uma religião chamada “Vampirysmo”, essa religião realmente existe, obviamente não tem ligação com os vampiros da ficção como os dessa história, a história original seria sobre isso, mas eu não posso escrever muito sobre isso, é regra da religião (eu faço parte dela) e já tivesse muitos problemas no passado por falar “mais do que devia”, então nessa história a religião será citada em breve, mas será totalmente distorcida da original.
E quantos aos livros que Anne encontrou na biblioteca, as escrituras não são escrituras DE VAMPIROS ou DE FEITIÇOS, numa linguagem só deles, é uma escritura como qualquer outra encontrada em construções milenares, como nas ruínas dos castelos imperiais da China, nas pirâmides do Egito, nas ruínas das Grécia, etc.. Hoje em dia muitas dessas escrituras foram desvendadas no que queriam dizer, mas muitas delas não foram interpretadas.
A decisão de viajar ao encontro de respostas estava premeditada já, mas o foco da história não é a viagem ou o feitiço, e sim o que acontece DURANTE, em outras palavras, a viagem e tudo mais é apenas pretexto para o resto acontecer.
Capítulo 6 - Morte, mudanças, Nascimento
[21/08/1982]
Era começo de noite, eu estava sentada no parapeito da janela do meu quarto, observando as luzes da cidade que começavam a acender, pensava em Refson, em Alexandre, e pensava na viagem que se aproximava, nunca havia saído do país, embora fosse fluente em muitas línguas, meu tédio sempre me fazia isso, me fazia estudar diversas coisas que talvez eu nunca fosse usar na vida.
- Pensando sobre nossa viagem? Ouvi a voz dele, Refson, senti uma felicidade por ele ter vindo está noite, não que eu não tivesse gostado de Alexandre, mas Refson eu conhecia melhor e por algum motivo queria que ele viesse me encontrar todas as noites.
- Não só na viagem, mas sim em tudo, em toda essa reviravolta incrível na minha vida de repente. Virei-me e vi Refson ali, sentado na minha cama, era incrível a habilidade de movimento dele, e ele conseguia entrar em minha casa sem que ao menos notasse.
- Entendo, até mesmo para mim isso tudo está sendo excitante, há muito tempo não fazia algo tão diferente da qual estou acostumado, e Alexandre também parece empolgado, ele não para de falar de você. Refson fala em um tom como se quisesse rir, e eu fiquei levemente surpresa ao ouvir que Alexandre falava de mim.
- Gostei de conhecer Alexandre, por um momento cheguei a acreditar que você era o único que vivia naquele esconderijo, mas agora sei que tem mais. Eu não queria que nosso assunto acabasse por virar o Alexandre, apesar da minha enorme curiosidade sobre porque Refson havia por torná-lo um vampiro.
- Existem mais do que você pode imaginar, muito mais. Refson voltou ao seu tom normal ao falar isso. - E você está curiosa pela história de Alexandre, certo? - Por um momento me assustei apos ele falar isso, mas logo me lembrei de sua capacidade de ler mentes.
- Não consigo esconder nada de você, não é? Falei um tanto quanto decepcionada comigo mesmo. - Sim estou, mas não tenho certeza se você me contaria. Respondi a ele, não o conhecia o suficiente para saber se ele me revelaria a história de sua vida ou não, afinal eu acreditava que vampiros não gostavam de trocar conhecimentos com humanos.
- Alexandre era um rapaz de 21 anos, havia se casado com apenas 19 com uma moça de sua idade, um ano após seu casamento ele descobriu que sua mulher estava grávida, provavelmente ambos devem ter ficado muito feliz com a notícia, mas apenas um mês depois sua mulher perdeu o bebê, e após algumas analises eles descobriram que ela não poderia ter filhos, e mesmo que engravidasse, perderia o bebê, e então uma noite quando Alexandre voltava do trabalho, ele encontrou sua esposa morta, ela havia se suicidado, acredito eu, por decepção consigo mesmo, depois disso Alexandre fico desamparado, passou 1 semana sem voltar para casa, foi quando eu o encontrei em um pequeno beco de Berlim, totalmente desamparado e sem saber o que fazer, ao me ver ele me implorou para matá-lo, só que eu sabia que se eu o transformasse tudo poderia mudar, foi quando o Alexandre que você conheceu ontem nasceu. Refi me contou toda a história como se fosse um livro, ao ouvir essa história eu senti uma pequena vontade de chorar.
- Que história triste... Eu senti um ar diferente vindo de Alexandre, mas não imaginaria que era esse o motivo. Com toda certeza, depois dessa historia, minha voz devia levar um ar de melancolia.
- Sim, e até ontem, Alexandre nunca havia se relacionado novamente com mais ninguém, apenas comigo, acredito que seja por isso que ele se empolgou tanto ao falar com você. Refson estava pensativo, ele parecia confuso ao falar sobre Alexandre. - Amanhã, será ele que virá, ele me implorou para vir hoje mais eu queria vê-la também, ele disse que tem algo importante e particular para falar com você, ele tem uma habilidade incrível que consegue bloquear a minha leitura de pensamentos, então não consigo nem se quer imaginar o que ele quer falar com você, mas irei respeitar. Assustei-me um pouco ao saber que Refson desconhecia tanto assim Alexandre, afinal, ele não podia ler seus pensamentos.
- Diga a ele que estarei esperando, estou muito curiosa para saber o que é, acabei de conhecê-lo, não sei o que ele poderia desejar de mim. Estava assustada, o ar que Refi estava emitindo era estranho.
- Direi, agora preciso ir, irei analisar mais um pouco as escrituras, em breve nos veremos de novo. E então Refson partiu da mesma forma que chegou, sem eu nem notar, certamente essa seria uma noite que eu não conseguiria dormir, pensando no que Alexandre tinha para falar comigo.
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E para quem se interessar, Anne tem um orkut agora, usem-o para perguntar coisas a respeito da própia Anne ou até mesmo da história =)
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